Graças a Deus pude testemunhar uma página da história em que o excluído virou artista. Explico: no Brasil, foram cerca de cem anos para que o negro, a mulher, o pobre, o índio, o desempregado, etc., deixassem de ser personagens secundárias e se tornassem protagonistas. Nesse transcurso temporal, de vez em quando um desses marginalizados ultrapassava fronteiras - adentrava o paço das artes, não deixando de protagonizar, passava a fazer literatura: Lima Barreto, por uma fresta aberta, entrou e até foi convidado para se juntar ao sofá dos ilustres; Solano Trindade, poeta e agitador cultural, pulou a janela e se misturou com os convidados; Carolina de Jesus, que passando pela porta, foi puxada para festa... No final do século passado, o Ferréz e o Lins esmurraram a campainha... Mas foi Sérgio Vaz, com a Cooperifa, que arrombou de vez a porta...
Cooperifa!

Ainda sobre Cooperifa.
Na programação da 4ª Mostra Cultural, a Cooperifa prestigiou o CEU Cantos do Amanhecer com duas atrações musicais: Brau Mendonça e A Quatro Vozes.
Para fazer a festa ficar mais bonita, com a preciosa colaboração de meus colegas, reuni os educandos de EJA da EMEF do CEU e os estudantes de 2ªEM da EE Prof. Francisco de Paula Conceição Júnior (Chiquinho).
Agradecimentos especiais: à Carla, grande menina; aos professores da EJA da EMEF; ao Coordenador Pedagógico Natal e à professora Janaína do Chiquinho. E mais do que especial: a todos os estudantes presentes - sem eles...
Vamos às fotos.


"Você quer brisa? Vai escutar poesia!
ResponderExcluirToda quarta-feira ainda tem Cooperifa."
Criolo Doido.
deve ser muit legal esse saraus de poesia da periferia
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