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sexta-feira, 8 de agosto de 2025

WALDEMAR CORDEIRO: UMA RUA, UM ARTISTA...

Curiosidade sobre nomes de ruas: quem nunca?
WALDEMAR CORDEIRO (fonte: MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo) Quem nunca teve curiosidade sobre a denominação de um logradouro público (rua, avenida, travessa, praça, estrada, rodovia dentre outros)? Se a rua na qual você reside, por exemplo, homenageia uma pessoa, é porque o poder público apresentou razões para isso. Quais seriam: já se indagou sobre isso, né? Na cidade de São Paulo (SP), o Decreto 27.568, de 22 de Dezembro de 1988, estabelece critérios para designar os logradouros públicos: nomes de pessoas (ou de obras literárias, de música, de animais, de corpos celestes, etc.), datas ou fatos históricos, topônimos, dentre outros. No caso de pessoas, especificamente, o Artigo 17, no parágrafo 1.°, estabelece que ser “falecida” é condição sine qua non para que a prefeitura paulistana possa nomear um logradouro público homenageando um ser humano. O parágrafo segundo desse mesmo artigo prescreve, inclusive, que “a escolha somente poderá recair em pessoas que tenham prestado serviços relevantes em algum campo de atividade ou do conhecimento humano”.
A rua (travessa) da minha escola Travessa Waldemar Cordeiro (Jd. COHAB MONET – CEP:05856-590, Jd. Macedônia – São Paulo-SP): à esquerda, a entrada da EMEF Jardim Mitsutani I A via em que se localiza a EMEF Jardim Mitsutani I – Jornalista Paulo Patarra, na qual trabalho, denominada Travessa Waldemar Cordeiro, motivou o que seria uma rápida consulta em pesquisas. De imediato, recorri ao Dicionário de Ruas, do Núcleo de Memória Urbana (NMU) do Arquivo Histórico Municipal (AHM) de São Paulo. De acordo como o Dicionário de Ruas (a partir do Enciclopédia Larousse Cultural, 1995, Abril Cultural), Waldemar Cordeiro “foi pintor e designer”, nascido em Roma (1925) e falecido em São Paulo (1973), que se tornou expoente do Concretismo, e pioneiro na arte por computador. Muito além da síntese disponibilizada pelo Dicionário de Ruas, Waldemar Cordeiro (que é ítalo-brasileiro ) é um artista multifacetado, referência das artes no Brasil. Cursou a Academia de Belas Artes em Roma e, aos 21 anos, veio para o Brasil (São Paulo-SP, especificamente), trabalha na imprensa (Diário Latino e Folha da Manhã). Em terras brasileiras, Waldemar desenvolveu uma obra diversificadíssima, que vai das telas não figurativas, passa pelo Concretismo, pela Pop-Arte e – antes de falecer com menos de 50 anos– inaugura no Brasil as artes nos meios digitais (um dos pioneiros no mundo, aliás, entre os fins dos anos de 1960 e início dos anos de 1970, sessenta anos atrás).